PITTER LUCENA

Jornalista acreano radicado em Brasília

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sexta-feira, dezembro 21, 2007

CARTA ABERTA AO JORNAL A TRIBUNA – Parte I

Não sou do tipo de explicar o que fiz, faço ou farei. Mas concedo uma exceção para explicar ao lambe-botas que escreve a coluna Bom Dia, do jornal A Tribuna, que respeito e credibilidade jornalísticos não se compram, se conquistam junto à sociedade. Nos mais de 20 anos de profissão sempre me pautei, mesmo sendo pautado, pela ética e responsabilidade com a notícia. Para se ter uma idéia, nunca trabalhei para nenhum governo por entender que o poder corrompe, principalmente, quando o poder é corrompido. Portanto, nunca, em momento em algum, bajulei governo. Defendo com unhas e dentes o jornalismo verdadeiro onde todos têm lugar ao sol. Os dois lados do fato. Faço um desafio que alguém prove que cometi algum tipo de calúnia contra alguém. Sempre apresentei provas das denúncias que formulei.

Quando publiquei artigo no Observatório da Imprensa, um dos sites de maior credibilidade do país, sobre como funciona a imprensa acreana “Imprensa acreana – a arte de condenar sem provas”, o jornal A Tribuna vestiu a carapuça. Para desacreditar meus argumentos o referido jornal fez a seguinte acusação publicada na edição do dia 19 de dezembro:

Quem te viu...
O jornalista Piter Lucena foi editor de jornais e de Tvs no Acre, sempre conhecido como borra-botas de seus patrões, sempre subserviente a quem lhe pagava o salário. Não mudou. Continua subserviente a quem hoje lhe paga, o senador Geraldinho Mesquita, de quem virou assessor. Nada contra. Cada um vive como pode. O que não pode é ele querer dar lição de moral à imprensa acreana, como em um artigo que postou em um site sério da internete e que fez questão de enviar a todos os meios de comunicação acreanos.

quem te vê
Lucena, em vez de defender ou de divulgar seu patrão, ataca a imprensa, chama os jornalistas acreanos de vendidos, diz que o governo pauta e compra todos os quatro jornais acreanos e mais rádio, TV e até blogs. Que só publica releases. O jornalista tem memória curta.

Quem não o conhece...
Quando trabalhava no Acre, Piter nunca levantou essa rebeldia toda, ao contrário, sempre foi conhecido pela absoluta irrelevância de fazer o que lhe era ordenado. Cantar de galo agora, com salário pago pelo senador, é fácil. Curioso é acusar a imprensa de publicar releases e mandar os deles, cobrando publicação, o que sempre, pelo menos nesta TRIBUNA, é feito em nome da Liberdade de Imprensa, mesmo diante da pobreza do texto.

que o compre
Pobre senador, está sendo crucificado em praça pública. Pobre jornalista, está sendo vítima de perseguição! Quem persegue a mediocridade? Quem persegue a nulidade? Por que o assessor não envia aos jornais uma lista de projetos aprovados do senador, seus pronunciamentos a favor do Acre, o resultado da gorda remuneração que recebe e que ainda engordava com parte do salário de seus assessores?

Vítimas?
Ora, chega dessa ladainha. Se a imprensa do Acre é ruim, Piter Lucena participou e usufruiu dela por muito tempo sem reclamar. Agora, cospe no prato que comeu e que um dia poderá precisar para comer outra vez. A imprensa e o povo acreanos não precisam dessa tutela ressentida, dessas manifestações de falsas vestais, de falsas vítimas. A TRIBUNA toma posição e repete: o senador Geraldinho Mesquita é uma nulidade política e, na única vez em que poderia beneficiar o Acre, na votação da CPMF, votou contra.

Até já
Ele e seu assessor que aproveitem bem os três últimos anos de mandato, pois, em 2010, voltarão para o anonimato, de onde nunca deveriam ter saído. Até lá, quem sabe o senador tem pelo menos uma única boa idéia, um único gesto de agradecimento ao povo do Acre, que deu a um completo desconhecido uma mordomia de oito anos para ser traído em poucos meses.

Pois bem. Diante das acusações feitas por dois meliantes, um que vive no Acre e o outro no sistema penitenciário de Belo Horizonte (MG), não nos resta qualquer coisa boa. Causa-me estranheza, entretanto, que um presidiário de Minas Gerais tenha acesso a computadores para escrever suas sandices em jornal do Acre. O outro réu tem sérios problemas com a justiça do Acre, caso do rombo de milhões de reais da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), e corre o risco de ser preso a qualquer momento. Mas isso é problema da Justiça.

Trabalhei sim em quase todos os órgãos de comunicação do Acre desde 1980 e, em nenhum momento, cuspi no prato que comi. Pelo contrário, sempre lutei para que a categoria melhorasse o nível de texto jornalístico. O prêmio José Chalub Leite de Jornalismo é um exemplo disso, criado quando eu era secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac). O jornal A Tribuna, por sinal, nunca ganhou tal premiação por que prefere publicar releases. Aliás, é muito estranho um jornal sobreviver financeiramente sem um Caderno de Classificados. Vive de quer então?

Sobre ser subserviente, acusação feita por A Tribuna, vale lembrar que em 1988, quando trabalhava na TV Acre, fizemos uma greve exigindo mais respeito com os profissionais que lá trabalhavam. Foi a primeira e única paralisação naquela emissora até hoje. Será que fui subserviente?

Quando fui editor-chefe da TV Gazeta, época que o então prefeito Jorge Viana não poderia aparecer em qualquer programa da emissora, sempre dávamos um jeito de colocar pelo menos imagens dele. Certo dia o dono da emissora, Roberto Moura, me ligou perguntando aos gritos porque Jorge Viana havia aparecido no telejornal Gazeta em Manchete. Disse-lhe que o fato era jornalístico, além de afirmar que Viana era meu amigo. A resposta de Moura foi uma grande agressão contra mim: “se é teu amigo dá a bunda pra ele”. Quando Jorge Viana ganhou o governo e abasteceu a TV de dinheiro, os dois viraram grandes amigos. Eu, em menos de três meses de governo Jorge Viana, fui demitido sem explicações. Fui subserviente?

Sempre me posicionei pelo jornalismo sério e nunca abri mão de uma boa briga, seja ela com quem for em defesa da responsabilidade com a notícia. Não tenho medo de cara feia e os patrões que tive sabem muito bem disso.

Como a conversa é longa foi escrever por capítulos. Vou explicar como funcionam os órgãos de imprensa acreana, como os jornalistas são tratados, caixa dois e por ai vai. Só para lembrar uma coisa: não tenho rabo preso com a justiça.

1 Comments:

Blogger JAMES FERNANDES said...

Piter, meu velho amigo de jornada em movimento estudantil. Feliz em te reencontrar e triste em meio a esta batalha nova. Força, coragem, competência e seriedade que sempre te pautaram. Os amigos, esses sabem quem você é.

11:44 AM  

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