PITTER LUCENA

Jornalista acreano radicado em Brasília

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quinta-feira, março 12, 2009

JARDIM BOTÂNICO DE BRASÍLIA

Estive na quarta-feira, 11, no Jardim Botânico de Brasília (JBB), lugar de rara beleza do cerrado que cerca o planalto central. Criado em 8 de março de 1985 o JBB passou por muitas reformas a fim de alcançar os objetivos almejados: ser uma área protegida do cerrado, um espaço de pesquisa, educação ambiental e lazer para a população.

Segundo o coordenador do projeto, Jeanitto Gentilini Filho, o JBB é o único jardim botânico do país no cerrado. Até então, o conceito europeu de áreas de proteção dominava o mundo, utilizando o espaço com a finalidade básica de estética e lazer, aclimatando plantas de outros continentes, trazidas pelos viajantes e consistindo num aglomerado de flora mundial.

O JBB alterou essa história. A filosofia que adotou foi original: deveria ser formado principalmente de cerrado, valorizando a conservação da biodiversidade em seu ambiente natural. Levou-se em conta a importância do bioma, o segundo maior do país, que ocupa 25% da área brasileira (200 milhões de hectares) e é rico em flora e fauna.

Para complementar as funções do Jardim Botânico, visando a participação da comunidade, foi proposta a criação da Alameda das Nações e dos Estados, formada por plantas brasileiras e estrangeiras e o Modelo Filogenético no qual são cultivadas espécies de plantas selecionadas e organizadas de acordo com sua evolução ao longo do tempo.

O Laboratório Multidisciplinar do JBB é destinado à análise de sementes e testes para determinar o grau de umidade, a eficácia da germinação e métodos para superar a dormência fisiológica das sementes.

O trabalho visa conhecer as espécies do Cerrado, além de aplicar técnicas apropriadas para armazenar as sementes sem perder a sua viabilidade.

A técnica de propagação in vitro, realizada principalmente com espécies da família Orchidaceae, apresenta resultados promissores que justificam as pesquisas nesta área. Como resultado, foram germinadas 100.000 mudas de 15 espécies de orquídeas ameaçadas de extinção.

As orquídeas são coletadas com o objetivo de se formar matrizes e os frutos maduros provenientes dessas plantas são utilizados para a obtenção de sementes. As milhares de sementes de cada fruto são inoculadas utilizando-se técnicas especiais, em meios de cultura preparados com nutrientes.

Atualmente, estão em fase de aclimatação espécies de orquídeas que farão parte de um programa de reintrodução em seu ambiente natural e incorporadas em projetos de paisagismo urbano do Distrito Federal.

Esse espaço se destina a abrigar a coleção de orquídeas das diversas regiões, principalmente do bioma Cerrado, evidenciando suas riquezas. No Orquidário Margaret Mee são expostas as orquídeas que florescem no viveiro, bem como o material excedente do banco de germoplasma.

A área de visitação pública do JBB possui 526 hectares, onde já existem hoje jardins com plantas nativas e exóticas identificadas. A nova administração do Jardim Botânico pretende consolidar a área destinada ao público com a estruturação do Modelo Filogenético, a criação de espaços para as novas coleções didáticas, a implantação de uma pista de Cooper e a inclusão de outros projetos.

Ao visitar o JBB, você irá contribuir com uma taxa de R$ 2,00, que será revertida na manutenção dos espaços. Crianças até 10 anos e adultos acima de 60 anos estarão isentos deste valor.

Fotos: Pitter Lucena

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1 Comments:

Anonymous Caio Martins said...

Matéria que nos alivia a alma e dá a certeza de que sempre haverá quem, nessa áspera batalha pela tecnologia e progresso, se preocupe com flores.

Parabéns!

8:24 AM  

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