PITTER LUCENA

Jornalista acreano radicado em Brasília

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quinta-feira, setembro 25, 2008

AMIGOS: ESCOLHA DIFÍCIL

Nunca fui de muitos amigos. Sempre vivi só, ou quase só. Penso, hoje, que é melhor estar só do que mal acompanhado. E foi nesse mote que coloquei em princípio a vida que tenho. Mas tive “amigos”, muitos amigos por essa estrada de mais de 40 voltas vividas. São eles de toda sorte, e, é preciso sorte para, realmente, encontrar um amigo. Como esse mundo é pequeno e curto, a gente percebe logo nos 30 ou mais de vivência, quem presta ou não, para ser uma pessoa confiável.

Como sempre vivi sem o aconchego da família, uma pessoa qualquer era amiga, e por ai vai. Como a educação do mundo é a prata da casa, aos poucos, os muitos conhecidos são transformados em amigos. Em miúdos: pura necessidade de existência. Quando se vive a adolescência, ou pós ela, a situação é a mesma. O tempo passa. Passa o tempo de tudo e de todos. Não sou hipocrático em nunca dizer que não fiz besteiras. Elas são parte da nossa vida. Sem elas nunca seríamos que somos hoje.

Meus amigos são poucos, mas de tudo um pouco: são sabedores da razão, religiosos, drogados, loucos, políticos, doutores e, mais além. Não importa. Importa saber que eles existem e, por eles existirem, me sinto melhor. Fico feliz em saber que não estou só no mundo. Pensar num segundo a palavra amizade, sabem dizê-la, com certeza. Mas não é esse o amigo que se tem.

Como tive muitos “amigos”, sempre vivo o amanhã seguinte, o dia seguinte e o ano seguinte. Tudo é seguinte na minha vida. O seguinte é o que me segue, minha vontade e minha ilusão de vida seguinte. Amigo que é amigo a gente guarda do lado esquerdo do coração, assim diz Milton Nascimento. E, por isso mesmo, tenho alguns que fazem parte desse meu pobre órgão apaixonado da filosofia humana.

Não queria citar ninguém. Como exceções existem, apenas um amigo apareceu na foto no dia que casei com a mulher que mais amo na vida. Esse fato aconteceu no dia 2 de agosto de 2008. O juiz de direito Afonso Brãna Muniz apareceu como num passe de mágica, não perguntou nada, não disse nada, apenas parabenizou o momento. A conversa foi de anos passados, como se toda a nossa história estivesse começando naquele momento.

Existem “amigos” e amigos, basta alguém procurar o seu. Como ultrapassei a barreira dos 40, observo quem realmente foram e quem são hoje os amigos de verdade, os traíras da ocasião, e os candidatos ao grupo predileto chamado amigo de verdade. Dentre dessa classe existe também as amigas, aquelas que adoramos, temos muito carinho e, que chegam a ser muito mais do que amantes, amigas e, sim irmãs de verdade. São elas que na maioria das vezes nos mostram o caminho certo a seguir. Nos ajudam a viver.

Os amigos estão por ai. No trabalho, na vizinhança, na feira, no supermercado enfim, procure alguém interessante e coloque em prática uma nova amizade. É só você querer.

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