PITTER LUCENA

Jornalista acreano radicado em Brasília

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sexta-feira, dezembro 04, 2009

MUNIZ:DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Nunca no Acre havia visto coisa tão horrenda como essa que aconteceu nesta semana com um jornalista Antônio Muniz, acreano do pé rachado. O crime dele, falar a verdade. A verdade dói e por isso custa caro. Sendo jornalista custa muito mais no Acre. Muniz foi preso por uma lei que não existe mais, graças a Deus. Muniz foi preso por ser autêntico, libertário, humano, consciente de suas atribuições profissionais. No processo que calou sua boca e sua escrita, está presente o clamor da ditadura, da censura e de atos parecidos com os defendidos por Hitler nos anos 40.

Muniz sempre foi fiel à sua filosofia política, familiar e aos amigos. Sempre soube dividir as coisas em seu devido tempo. Digo isso por conhecimento de mais de 20 anos de convivência. Homem de ser seguido por suas posições, sempre valorizando a liberdade do homem de expressão, do falar, de ouvir e escrever a megera verdade que dói a tantos e, que, perturba a tantos outros. Muniz não baixa a cabeça, mesmo em situações que deveriam serem feitas. Sua verdade com a verdade lhe rendeu a prisão. Quem o prendeu sabe que seu direito de pensar foi estuprado por um ato político, nada mais.

No Acre vive-se uma violência sombria invisível produzida por outra ainda mais feroz, a violência produzida pelos que exercem o poder da comunicação e controlam tudo por detrás dos bastidores. Os manipuladores das sombras, que não são sombras nos últimos anos, invadem a privacidade do homem comum. À luz dessa verdade tentam apagar a qualquer custo vozes e letras que transmitem ao mundo a certeza e sua convicção. Por isso o jornalista Muniz ao tentar manter a chama acesa da verdade sofre as conseqüências. A verdade dita por ele lhe rendeu a cadeia, com certeza, para um homem de bem, o inferno que nunca pensou entrar nele. Parecido com o de Dante, porem muito pior.

Antônio Muniz passou alguns dias na cadeia por conta de uma lei famigerada e extinta e, seus algozes, pensaram em sua família? Ligar para um amigo é coisa comum, agora ligações que ultrapassam a 10 mil reais do exterior por conta do dinheiro público é diferente. Muniz deveria ter essa prerrogativa de, pelo menos, ligar para a família e dizer que a sua prisão era justa: ter falado a verdade.


* Pitter Lucena é jornalista acreano e mestrando em Comunicação no MERCOSUL em Brasília.

1 Comments:

Blogger Chagas said...

Não só é atroz como revoltante o modus operandis de alguém que se julga além do bem e mal, que manda calar seus opositores não interessando o método. Esse é o nosso Acre de hoje, do terror implantado pelos pseudos democratas, que tentam arrotam simpatia além fronteiras, para enganar a mídia nacional. Mas, que, certamente, se tivessemos o dom divino de pelos descobrir a metade de suas traquinagens, muitos escândalos nacionais tornariam-se fichinhas de papelim na tempestade.
Muniz estamos com vc, hoje e sempre!
Aos teus algozes, bem isso são outros 500!
Abraços solidários sempre em nome da transparência e da verdade,
Chagas Freitas

4:21 AM  

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